A fartura sempre me deixou confusa. Uma mesa demasiado cheia tira-me o apetite. Um restaurante com demasiados pratos no cardápio, baralha-me. Eu adoro ir aos sítios onde até nos dizem de cor o que há. E, sabem, é às vezes no meio de quatro pratos que eu nunca comeria que descubro um paladar que me conquista.
No amor também é assim. Ou talvez seja eu que sou assim. Os homens com demasiadas mulheres em volta estão miseravelmente sozinhos. As mulheres que jogam em várias frentes comem sozinhas à noite refeições aquecidas no microondas.
(…)
O amor é para sentir, não é para mascarar. E quem tem medo de o viver é porque não o merece.
No amor também é assim. Ou talvez seja eu que sou assim. Os homens com demasiadas mulheres em volta estão miseravelmente sozinhos. As mulheres que jogam em várias frentes comem sozinhas à noite refeições aquecidas no microondas.
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O amor é para sentir, não é para mascarar. E quem tem medo de o viver é porque não o merece.
Cidália Dias, in “O Sexo e a Cidade” – Revista NS 197





Porto, 2009 © Adelina Silva













