Pego no disforme de uma pedra e vou
em busca de outra forma
de outro quente
de outra manta
Pego nas arestas de uma pedra
e sonho catedrais.
Arrisco a perfeição de uma coluna
onde meu rosto
possa receber a luz
da primeirrísima manhã.
Pego na bruteza de uma pedra
e sei que todo o meu trabalho é renascer
tecer palavras e sentidos
e cuidar da pedra
desbravar a pedra
numa outra geometria
de fios e segredos e afectos.
em busca de outra forma
de outro quente
de outra manta
Pego nas arestas de uma pedra
e sonho catedrais.
Arrisco a perfeição de uma coluna
onde meu rosto
possa receber a luz
da primeirrísima manhã.
Pego na bruteza de uma pedra
e sei que todo o meu trabalho é renascer
tecer palavras e sentidos
e cuidar da pedra
desbravar a pedra
numa outra geometria
de fios e segredos e afectos.
José Fanha















