
E depois as mãos soltas e os dedos a desbravarem os secretos caminhos entre as linhas da vida nas palmas das mãos e os braços e os antebraços nus a acompanharem a dança. São precisos dois para dançarem o tango. Não era uma valsa, não. Era um tango. Um tango argentino dançado na perfeição pelas mãos de dois desconhecidos. Sem palavra alguma. Nenhuma era precisa.
Pedro Paixão, in "Mãos"
3 comentários:
E se eu parar o tempo noutra galáxia e entrar na dimensão da recordação... Estarei sozinho a dançar o tango estando sozinho? Estarão as minhas mãos a sentir as tuas linhas nas minhas?.... Agora que já deixem aqui uns véus de letras. Vou continuar a dançar o tango...
A foto é surpreendente.
Retrata uma ambiência quente a que a dança conduz.
A ausência de nitidez remete-nos para um movimento que lhe é essencial.
Composição muito bem escolhida e concretizada, onde existe uma clara valorização da regra dos terços.
As tonalidades conseguidas resultaram muito bem.
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