
Londres, 2011 © Adelina Silva
quando o poema
são restos do naufrágio
do espaço interior
numa furtiva luz
desesperada,
resvalando até
à superfície,
lisa, firme, compacta,
das coisas que todos
os dias agarramos,
quando
o poema as envolve
numa aura verbal
e se incorpora nelas,
ou são elas a impor-lhe
a sua metafísica
e o espaço exterior
que povoam de
temporalidades eriçadas,
luzes cruas, sons ínfimos, poeiras.
são restos do naufrágio
do espaço interior
numa furtiva luz
desesperada,
resvalando até
à superfície,
lisa, firme, compacta,
das coisas que todos
os dias agarramos,
quando
o poema as envolve
numa aura verbal
e se incorpora nelas,
ou são elas a impor-lhe
a sua metafísica
e o espaço exterior
que povoam de
temporalidades eriçadas,
luzes cruas, sons ínfimos, poeiras.
Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"
8 comentários:
Arquitectura espectacular e muito bem recuperada!
Quase não se nota que há umas traves (ou arcos) acrescentadas.
Linda fotografia com uma luz invejável.
Muito bom Adelina, muito mesmo!
Excelentes detalhes que conservas-te na imagem, é pena mesmo não estar na resolução máxima por estar hospedada na internet.
Beijoca
Que maravilha... fiquei aqui uns minutos a sorver tudo!
Reconheço esta fotografia de "outros carnavais". ;-)
Acho que está uma fotografia realmente fantástica e que o edifício é lindo.
Parabéns.
Muito bonito, o edifício. A arquitectura é espectacular e está muito bem apresentada neste teu olhar.
1 beijinho:)
muito interessante - cores, enquadramento e escala!
Gosto bastante!
[ OBS: curiosamente, a imagem no canto superior direito é muito nítida e no esquerdo, nem por isso!.. - será mesmo assim? - Digo eu, será defeito ou feitio?! :) ]
Greetings from Paris...
Pierre
Linda. Além disso adoro este museu :)
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