

"Logo na noite em que te vi fiquei doido por não poder dormir contigo. Não conseguia adormecer. Uma tremenda cobiça dava-me cabo do desejo. Eras uma musa encantada, talvez fosse isso, ou um corpo que eu queria desfazer num aperto, ou mesmo as duas coisas misturadas. Tinhas o fascínio, a magia, a sedução perigosa que pode conduzir ao delírio e à morte. Tive de tomar comprimidos. Estavas de passagem e pelas ruas por onde seguias deixavas um rasto de desejo. Os homens olhavam-te com respeito, ficavam calados, baixavam os olhos. Não podia deixar de te perseguir. Era um golpe, uma dor de alma ver-te e não tocar-te. Logo que pude meti-me num avião que me levasse à tua cidade."
Pedro Paixão
2 comentários:
Os mitos nunca morrem.
Parabéns, pelo conjunto da obra. Bonito blog!
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