
Lisboa, 2011 © Adelina Silva
Já tudo é tudo. A perfeição dos
deuses digere o próprio estômago.
O rio da morte corre para a nascente.
O que é feito das palavras senão as palavras?
O que é feito de nós senão
as palavras que nos fazem
Todas as coisas são perfeitas de
Nós até ao infinito, somos pois divinos.
Já não é possível dizer mais nada
mas também não é possível ficar calado.
Eis o verdadeiro rosto do poema.
Assim seja feito a mais e a menos.
deuses digere o próprio estômago.
O rio da morte corre para a nascente.
O que é feito das palavras senão as palavras?
O que é feito de nós senão
as palavras que nos fazem
Todas as coisas são perfeitas de
Nós até ao infinito, somos pois divinos.
Já não é possível dizer mais nada
mas também não é possível ficar calado.
Eis o verdadeiro rosto do poema.
Assim seja feito a mais e a menos.
Manuel António Pina, in "ainda não é o fim, nem o princípio do mundo, calma, é apenas um pouco tarde”
6 comentários:
Gosto muito da abóbada do fundo, que parece o escudo da nossa bandeira. Não sei se foi propositado, mas ficou excelente...
Belo poema para uma imagem maravilhosa.
Grande perspectiva, luz e processados em B & W.
Saudações.
Que linda imagem a p&b. As tonalidades estão no ponto! Tentas-te numa versão horizontal ou só saiu na versão vertical?
Tudo tem o seu tempo...!
Que maravilha!
Bela foto a P&B! :)
De facto, já não é possivel fazerem-se coisas assim no dia de hoje (a minha interpretação ao teu titulo ;-) )
Será que parece muito mal, se eu disser que só fui uma única vez ao Mosteiro dos Jerónimos e que era eu praticamente uma criança de colo?
:-)
É sem dúvida um lugar que quero revisitar e esta fotografia abriu o apetite.
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