
Não se acende hoje a luz... Todo o luar
Fique lá fora. Bem Aparecidas
As estrelas miudinhas, dando no ar
As voltas dum cordão de margaridas!
Entram falenas meio entontecidas
Lusco-fusco... morcego a palpitar
Passa... torna a passar... torna a passar...
As coisas têm o ar de adormecidas...
Mansinho... Roça os dedos pelo teclado,
No vago arfar que tudo alteia e doira,
Alma, Sacrário de Almas, meu Amado
E, enquanto o piano a doce queixa exala,
Divina e triste, a grande sombra loira
Vem para mim da escuridão da sala...
Florbela Espanca
10 comentários:
O piano... o melhor dos instrumentos!
E um poema que pede os acordes certos numa penumbra onde tudo pode acontecer.
A foto é tão delicada quanto o conjunto.
Musica.......fez sonhar!
Gostei do teu blog
bjs
Whispers
Obrigado, por este momento...
Fez-me realmente lembrar o filme "O Pianista". Até porque o filme tem um poster com uma foto muito semelhante a esta. Escusado será dizer que gostei, até porque qualquer coisa que faça lembrar uma excelente obra como essa não pode ser má :)
Em pequeno andei a aprender a tocar piano. Hoje em dia, só sei onde fica o dó e pouco mais. :-)
Fotografia elegante.
Muito bonito o poema, gosto do mal de mor de Florbela Espanca. A foto sublime.beijinho
Para mim esta fotografia me parecem aranhas, talvez sugestionado pelas anteriores, a das teias...
Parabéns pelo seu blog.
Mais um belo poema de Espanca. A sua poesia corta a respiração de tão profunda que é.
Beijinhos
PS: Sim, sou uma romântica incurável!
Olá, desculpa a invasão, mas fiquei apaixonada pela música de fundo do seu blog. Infelizmente não sei o nome. Agradecia se mo disesse para ir à procura. Muito obrigado. Cristina
Olá Cristina!
A música que está de fundo no blog está identificada na barra lateral direita. É dos Koop - Koop Island Blues.
Abraço
Adelina
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