segunda-feira, 22 de junho de 2009

Dor

Salamanca, 2009 © Adelina Silva


Apago todas as mensagens. Menos as tuas. Guardo a tua voz em pequenas doses e, dia sim dia não, ouço-as todas de seguida. Sinto-me demasiado incapaz para falar contigo para o que quer que seja. Não sei onde estás. Não quero saber. Tenho medo de saber mais do que sei. Uma dor de cada vez basta.

Pedro Paixão, in "Saudades de Nova Iorque"

4 comentários:

Remus disse...

Um homem cor-de-rosa?
Eu já ouvi falar na pantera cor-de-rosa, agora em homem cor-de-rosa nunca ouvi.
:-) :-)
Gostei do pormenor na pomba a admirar a figura.

Joni disse...

A dor petrifica; muitas vezes. Mas, quando aparece, e nos dá a possibilidade de vermos para além dela -dor- então qualquer coisa acontece. Tornámo-nos mais premeáveis ao belo- foto.
beijinho

mfc disse...

A vida é suficientemente complicada e nós ainda a complicamos mais.
As persianas deixam sempre ver o suficiente e escondem o supérfluo.

João André Farinha disse...

Pormenor muito curioso, sem dúvida. Concordo com o Remus, até a pomba ficou admirada.