
Uma pedra na cabeça da mulher; e na cabeça
da casa, uma luz violenta.
Anda um peixe comprido pela cabeça do gato.
A mulher senta-se no tempo e a minha melancolia
pensa-a, enquanto
o gato imagina a elevada casa.
Eternamente a mulher da mão passa a mão
pelo gato abstracto,
e a casa e o homem que eu vou ser
são minuto a minuto mais concretos.
(...)
Herberto Hélder
2 comentários:
Um poema coerentemente desconcertante... tal como a vida!
A transposição de actores é meramente cénica.
Os actos e os entre-actos têm apenas um fio condutor.
Confuso e interessante!
a música é bonita..rs
Abraço!!
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