quinta-feira, 19 de março de 2009

Ch[G]ato

Lisboa, 2009 © Adelina Silva
Uma pedra na cabeça da mulher; e na cabeça
da casa, uma luz violenta.
Anda um peixe comprido pela cabeça do gato.
A mulher senta-se no tempo e a minha melancolia
pensa-a, enquanto
o gato imagina a elevada casa.
Eternamente a mulher da mão passa a mão
pelo gato abstracto,
e a casa e o homem que eu vou ser
são minuto a minuto mais concretos.
(...)

Herberto Hélder

2 comentários:

mfc disse...

Um poema coerentemente desconcertante... tal como a vida!
A transposição de actores é meramente cénica.
Os actos e os entre-actos têm apenas um fio condutor.

Fred disse...

Confuso e interessante!

a música é bonita..rs

Abraço!!